Coluna da Dorothy: Solteira ou Namorando, SE AME!

O fim de ano está ai e a timeline do Facebook está cheia de “procurando um(a) namoradinho(a) para passar o final de ano” e vendo isso eu percebi a que se resume um relacionamento hoje em dia. Não se trata mais do sentimento recíproco, de querer estar um com o outro em todos os momentos. Nos dias de hoje, os relacionamentos são causados por dois fenômenos.

O primeiro é como se regressássemos no tempo e voltássemos para a época que um relacionamento era medido total e puramente por status. Ele tem dinheiro. Ela é a mais gostosa de todas. Ele é o mais gato. E assim por diante. São apenas troféus sociais, porém feitos de carne e osso.

E o segundo motivo é tão triste quanto. É preferível estar com alguém da qual você não tem sentimentos, do que admitir que esteja sozinho. O medo do que irão dizer, pensar ou falar a respeito é maior do que o amor próprio. E muitas vezes acabam por magoar alguém que realmente se importa com você.

Temos que aprender a ficar sozinhos, a sermos felizes com nós mesmo e fazer com que o amor próprio seja o suficiente para que sejamos felizes. E se as pessoas forem falar, deixe que falem, você não precisa de outro alguém para fazer nada. Ter um namorado(a) é algo bom, mas esta longe de ser vital.

Junte-se com os amigos, saia para se divertir, dance, sorria, seja! Você só precisa de você mesmo para isso. E nesse fim de ano, caso você esteja à mercê da sua família e das perguntas sobre os namoradinhos(as), não tenha vergonha de falar que você não tem um (a), que não está procurando e esta muito bem assim.

Obviamente não estou dizendo que devemos ficar sozinho para sempre e que devemos morrer assim. Estar em um relacionamento é muito bom, porém estou falando de estar em um verdadeiro relacionamento. Aqueles em que as pessoas primeiro se conhecem e depois, se acharem que pode dar certo, começam um relacionamento sério, onde o principal é apenas a outra pessoa e o sentimento que você tem por ela.

Nos dias atuais tudo se tornou superficial, “eu te amo” é uma frase mais comum que “bom dia”, pessoas entram e saem de relacionamentos com a mesma frequência que trocam suas calças.

Isso vai soar extremamente clichê, mas quem disse que o clichê é ruim?

Queira alguém que olhe nos seus olhos, que pegue em suas mãos e te respeite. Alguém que te leve a sério e que também queira ser levado. Que não tenha vergonha de sair de mãos dadas ou de te apresentar para os amigos, que ele sabe que irão zoar, mas ele não liga, porque o importante é você, não a provação deles.

Queira sim viver um amor de cinema, daqueles malucos onde você fica imaginando "isso nunca aconteceria na vida real”. Não aceite menos do que receber muitos elogios, mas também elogiar sempre, se perder em assuntos aleatórios como a constelação favorita dela ou a teoria dele sobre os buracos negros.

Queira o romance de um livro de Nicholas Sparks, a intensidade do amor de Heathcliff de Emile Brontë e a pureza da Lou de Jojo Moyes. Troquem cartas, beijos, abraços, carinhos, carícias, declarações, piadas, experiências, viva novas, ame a si mesmo e a ele(a), exatamente nessa ordem.

Ouça o seu coração e descubra o que ele precisa, se é um tempo sozinho ou se é alguém e, se for a segunda opção não tenha medo de ir atrás de quem você gosta. Não deixe que o desespero de querer alguém te faça ser infeliz.

Namorados(as) são como sobremesa, é gostoso, mas podemos muito bem ficar sem.

Até a próxima!

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