Coluna Essa Cris, viu: Diferenças sociais, mídia e alienação



Por que é tão difícil aceitar as diferenças?

Fomos ensinados desde sempre que o diferente é ruim e esquecemos de olhar para as pessoas com um olhar mais humano. Está acontecendo uma guerra na Síria, o mundo inteiro se choca com as notícias, mas o que fazem? Muitas pessoas ficam indignadas com as atrocidades da Segunda Guerra Mundial, mas quando propagam o ódio por um time de futebol, um partido político ou uma cor humana, não se diferenciam de Hitler, só estão cegos.

Vivemos uma geração de “juízes do teclado”, onde todos batem seus martelos virtuais e condenam qualquer ação que não corresponda às suas expectativas. As informações chegam em velocidade maior, mas não se dão ao trabalho de pesquisar a veracidade delas.

Outro dia estava assistindo ao jornal - coisa raríssima, pois não gosto de televisão, principalmente os canais abertos - e passava uma propaganda do Estado do Paraná, onde fizeram uma campanha contra o racismo. Na mesma hora achei interessante, mas meu marido disse que as pessoas estavam sendo induzidas a serem racistas! Na hora eu discordei (como sempre), mas depois de uma discussão habitual, revi o comercial e percebi que ele tinha um pouco de razão. Usaram imagens de pessoas brancas e negras fazendo a mesma coisa, mas existem algumas em que o negro não está com os mesmos trajes que o branco e nem com a mesma fisionomia. O racismo precisa ser discutido sim, mas não jogando uns contra as outros. Não se deixe induzir ou se enganar por visões alheias, veja sempre os dois lados! Eu não acredito muito em coisas encomendadas pela mídia, eles manipulam a mente das pessoas e alienam a todos nós. Demorei, mas percebi uma coisa muito importante e que a maioria das pessoas não se dão conta: somos induzidos todos os dias a acreditar nisso ou naquilo, em ideologias utópicas, e nos esquecemos do mais importante, o próximo. Não sou dada à religião, mas o que Jesus veio ensinar na terra e ninguém aprendeu é o amor ao próximo e quase ninguém pratica. Quantas pessoas seguem o exemplo Dele? Vamos para um mais recente... Quem segue o exemplo de Madre Teresa de Calcutá?

Ninguém quer se despir de suas vaidades por amor ao próximo. Enquanto seus próprios interesses forem atendidos, enquanto não mudarmos esses paradigmas que nos foram enraizados, continuaremos sofrendo o racismo, o machismo, a homofobia e assim por diante. Somos hipócritas, só falta nos darmos conta disso e “amar ao próximo como a ti mesmo”. (Mateus 22:39)

Ensinemos aos nossos filhos todos os dias a igualdade! Não deixem que eles se tornem um novo Hitler para o mundo, porque quem condenou Jesus não foi Pôncio Pilatos e sim o povo, o mesmo povo que hoje é influenciado pela mídia e por opiniões alheias, as quais acreditam serem as únicas verdades.

Até a próxima!

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