Resenha: Por Lugares Incríveis




Título: Por Lugares Incríveis
Autor: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
Ano: 2015
Páginas: 336
Esmeraldas: 5


“Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família. Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.”

Theodore Finch é imprevisível, tem um senso de humor peculiar e é extremamente poético, principalmente em seus momentos de melancolia e depressão. Na escola é conhecido como “Aberração” e sua família, assim como tudo em sua vida, é uma bagunça. Violet Markey é popular, inteligente e adora escrever e, enquanto sua irmã era viva, mantinha com a mesma um blog.

“Não é culpa sua. E ficar pedindo desculpa é perda de tempo. Você tem que viver sem arrependimentos. É mais fácil fazer a coisa certa desde o início para que não tenha que pedir desculpas depois.”


O livro, que prende a atenção do leitor do início ao fim, conta a história de Violet e Finch, que acabam por encontrar um no outro aquilo que não veem em nenhum lugar: compreensão e aceitação. Apesar do foco do livro ser o suicídio, outros temas polêmicos são abordados, como o bullying, violência doméstica e depressão, Jennifer Niven soube abordar com maestria cada um deles sem que o livro se tornasse pesado demais ou cansativo. Vemos que a escolha pela temática do suicídio tem sido muito recorrente na literatura infanto-juvenil e creio que isso tem sido uma válvula de escape para muitos jovens. Por ser um tabu da sociedade, não é o tipo de assunto que se conversa na mesa do jantar junto com aquela tia fresca, mas que com um pequeno empurrãozinho como esse pode gerar um desabafo, uma conversa e evoluir para a busca de ajuda. Espero que deixem essas personagens te bombardearem com seus fluxos de pensamento, que os medos deles sejam os seus medos, assim como os sentimentos, e que isso desperte em você, assim como em mim, caro leitor, a criticidade de ajudar a todos que passem por situações parecidas ou que te mova a sair de uma experiência parecida.

“Descobri por experiência própria que a melhor coisa a fazer é não falar o que realmente pensamos. Se não falamos nada, as pessoas concluem que não estamos pensando em nada além do que deixamos que elas vejam."

Queria deixar aqui ainda algumas informações de lugares e sites para aqueles que passam por situações parecidas com as de Violet e Finch. 


Espero que gostem! Deixem seus comentários e até a próxima!

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