Resenha: O BGA




Título: O BGA - O Bom Gigante Amigo
Autor: Roald Dahl
Editora: Editora 34
Ano: 
Páginas: 285
Esmeraldas: 5


"Ao acordar, Sofia dá de cara com o ser humano mais alto que já vira. O que ela não sabia é que ninguém pode ver um gigante sem se tornar seu prisioneiro. Ela vai parar na Terra dos Gigantes, sob os cuidados do Bom Gigante Amigo. Lá, conhece gigantes assustadores e, com a ajuda do BGA e da rainha da Inglaterra, inventará um plano para enfrentá-los."

Recentemente assisti ao filme "O Bom Gigante Amigo" e me apaixonei completamente pela história, especialmente pelo gigante BGA. Até então eu não sabia que existia um livro e, depois que descobri, tive que comprá-lo! Trata-se de um livro bastante fácil de ser lido, as letras são grandes e tem muitas gravuras. É um infanto-juvenil e um ótimo presente para incentivar as crianças a lerem, não é muito detalhista ou com parágrafos muito longos, o que torna a leitura rápida e gostosa. Tenho certeza de que elas vão se encantar pela doçura do BGA e sua amiguinha Sofia. Roald Dahl consegue conversar com as crianças - de idade ou de interior - de uma forma fantástica.

A história retrata a vida de um gigante caçador de sonhos que tem a sua vida cruzada com um "serumano", como ele diz, que se chama Sofia, uma menininha órfã e muito esperta que ajudará o BGA em suas aventuras. Os dois se tornam melhores amigos e Sofia conhece os segredos da Terra dos Gigantes. O Bom Gigante Amigo é muito amoroso e se recusa a comer humanos, como os demais gigantes. Tem um jeito todo equivocado de falar, o que, devo confessar, me cativou e o deixou extremamente fofo e especial. Embora se atrapalhe com as palavras, ele é muito esperto e sempre tem algo interessante para ensinar a menina, que por sua vez bate o pé todas as vezes que discorda dele, deixando notável sua teimosia e força. Ele conta a ela sobre os outros gigantes, cada qual com um nome mais feio e muito maiores que o BGA, o que causa grande problemas ao Gigante Amigo, que é constantemente atacado pelos demais e menosprezado por ser diferente. Ele conta sobre a preferência deles por uma determinada nacionalidade por terem gostos distintos em cada país, como por exemplo, os mexicanos que são muito apimentados, uma forma bem divertida de explorar a cultura local. Mas não ele, que prefere as asquerosas "nabobrinhas", um vegetal de gosto horrível que ele mesmo cultiva. Sofia ajuda o seu amigo gigante a enfrentar seus medos e libertar-se deles, e mal sabia ela que com isso encontraria a própria liberdade. Esses dois amigos me fizeram sorrir do começo ao fim.


"O Gigante pegou a trêmula Sofia e colocou-a sobre a mesa.
'É agora que ele vai me comer!', imaginou a menina.
O Gigante sentou-se e olhou-a atentamente. As orelhas dele eram mesmo imensas. Cada orelha era do tamanho de um pneu de caminhão, e Sofia teve a impressão de que ele podia move-las na direção que quisesse."

A história desse amável gigante merece ser lida por "serumanos" de todas as idades. Mesmo que o filme difira em muitas coisas do livro, não perdeu a essência e o encanto que carrega O Bom Gigante Amigo, vale a pena assistir. Eu sou suspeita para falar, pois sou viciada por filmes infantis, mas esse foi um dos mais lindos que já assisti e depois de ler o livro fiquei ainda mais encantada por esse gigante "destrapalhado".

Quem já leu ou assistiu O BGA? Conta pra gente o que achou!

Até a próxima, serumanos!

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